Depois de 4 meses passando todo o tempo que estive em Paris dentro de bibliotecas e rodeada por livros e mais livros por causa da faculdade, me dei ao luxo de tirar a tarde de ontem de folga e ir assistir um filme com uma amiga.
Invictus. Não conhecia muito da vida de Mandela e confesso que fiquei impressionada ao saber da existência de um homem com tanto amor no coração, com tanta paz na alma. Ele viveu na pele o apartheid na África do Sul e foi preso por 30 anos. Mesmo depois de tantas dores e humilhações que ele e sua família viveram, ele só cultivou o amor em seu coração e ao sair da prisão, foi eleito presidente e lutou pela união entre brancos e negros em seu país. Lutou pela inclusão daqueles que o excluíram, pregou o perdão e a compaixão àqueles que foram implacáveis e cruéis com ele e com seu povo.
Não estou aqui para escrever uma biografia sobre esse homem a quem acabei de ser apresentada, muito menos para fazer a crítica de um filme que sequer verifiquei a vericidade da história contada. Estou aqui simplesmente para dividir com vocês esse sentimento de gratidão e reverência que me enche o peito. Porque se no mundo realmente existe alguém com metade, ou um terço que seja, da bondade e entrega que eu vi ontem nesse filme... eu continuo à acreditar que sim, é possível mudar essa visão individualista, mesquinha e rancorosa que nos deparamos todos os dias, seja vinda dos outros ou, muitas vezes, de nós mesmos.
Reabastecida, continuo minha caminhada.
Dando em dobro tudo de bom que recebo da vida, tranformando as dores em grandes mestres e amigas, chorando por dentro pela minha impontêcia diante das desigualdades e injustiças que me rodeiam, tanto aqui na esquina, como em todos os cantos do mundo.
E pé ante pé vou construindo meu caminho.
Incluindo nele o bem estar de todos, o respeito à natureza e tentando fazer de meu sorriso sincero e diário, uma porta de conforto para aqueles que cruzam minha vida.
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16 de fevereiro de 2010
28 de setembro de 2009
Mudança de rotina
3 semanas se passaram desde minha reentrada na universidade. Felizmente, nada mais de atrasos. Minha rotina mudou completamente. Meus dias de ócio se transformaram em lembranças longínquas de um tempo de adaptação. Hoje mal tenho tempo (e vontade) de computador. O que é uma pena, porque os pensamentos borbulham de tanta coisa nova acontecendo e eles dificilmente tomam forma de texto. E essa é uma das coisas que quero inserir em inha nova rotina: uns minutinhos pra fazer a vida ser rabiscada no papel. Ou, pra falar de forma um pouco menos poética, mas muito mais condizente com a realidade: uns minutinhos pra fazer a vida ser digitada na tela do computador. Que aqui pra nós, não existe a menor possibilidade hoje em dia de eu escrever com a boa e velha caneta. É simplesmente não-funcional pra mim. A rapidez com que meus pensamentos se formam e se reorganizam a todo momento, vão muito além de minha velocidade com um lapis e uma borracha. Digitar é muito mais prático e produtivo também.
Meus dias se dividem em faculdade – trabalho – casa. E o que mais me surpreende é que estou adorando isso!!!!! Como consigo ver um início e um fim nesse ritmo, meu coração não entra em desespero. Quer dizer, ainda estou nesse processo de entendimento e aceitação, claro, que nada acontece como um passe de mágica. Afinal, não podemos esquecer que a vontade de mudar de estilo de vida é muito forte em mim. Viver indefinidamente no meio desse caos funcinal e ideológico que permeia a maior parte das grandes metrópoles, simplesmente não dá. É desrespeito atrás de desrespeito: pessoa-pessoa, empresa-pessoa, empresa-empresa, pessoa-planeta, empresa-planeta... É demais pro meu coração. Mas como minha passagem por aqui por Paris é literalmente uma passagem, umas respiradas fundas vez ou outra conseguem reestruturar meu equilíbri interno.
Meus dias se dividem em faculdade – trabalho – casa. E o que mais me surpreende é que estou adorando isso!!!!! Como consigo ver um início e um fim nesse ritmo, meu coração não entra em desespero. Quer dizer, ainda estou nesse processo de entendimento e aceitação, claro, que nada acontece como um passe de mágica. Afinal, não podemos esquecer que a vontade de mudar de estilo de vida é muito forte em mim. Viver indefinidamente no meio desse caos funcinal e ideológico que permeia a maior parte das grandes metrópoles, simplesmente não dá. É desrespeito atrás de desrespeito: pessoa-pessoa, empresa-pessoa, empresa-empresa, pessoa-planeta, empresa-planeta... É demais pro meu coração. Mas como minha passagem por aqui por Paris é literalmente uma passagem, umas respiradas fundas vez ou outra conseguem reestruturar meu equilíbri interno.
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